As pesquisas da Universidade do Hip Hop irão funcionar em rede, buscando aproximar pesquisadores acadêmicos e de mestres notório saber, através do Repositório Participativo de Pesquisas no Hip Hop.

Ao apostar no termo “no”, entendemos que cada pessoa que se dedica a pesquisar os saberes do Movimento é um membro do Hip Hop por meio do quinto elemento: o conhecimento.

Em 2023, o Movimento Hip Hop apresentou ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) um Inventário com 6.000 páginas, mas sabemos que existem muito mais histórias sobre o Movimento que merecem ser contadas e também motivaremos o surgimento de outras milhares.

No Hip Hop, os saberes não se resumem as pesquisas no formato acadêmico da escrita, até mesmo porque a escrita foi também um meio de excluir a História Oral, que é fundamental para compreender a complexidade dos saberes do Hip Hop. Assim, serão aceitos registros fonográficos, audiovisuais e gráficos, que nos conduzem ao caminho da história do Hip Hop.

Esses acervos estarão acessíveis junto de livros, dissertações, teses e trabalhos de conclusão de curso sobre o Hip Hop.

O Repositório Participativo contará com uma instituição parceria por região, que irá catalogar as pesquisas já realizadas e concederão pareceres sobre os artefatos concedidos para o Repositório.

Um exemplo de parceira é a Universidade Federal de Rondônia, que já realiza atividades de ensino, pesquisa, extensão e inovação tecnológica sobre Hip Hop, bem como presta consultoria para a implementação da Universidade do Hip Hop.

As pesquisas também abrangerão os países africanos, buscando utilizar o Hip Hop como forma de diálogo com os nossos familiares que residem no continente-mãe.